Fábrica ou atravessador
Uma parte dos fornecedores que se apresentam como fábrica são trading companies revendendo produção alheia. Não é crime, mas muda preço, controle e responsabilidade. A auditoria começa pelo básico: licença de operação, endereço real, linha de produção, capacidade, clientes de referência.
Quando o projeto pede, a gente visita. Quando não pede, confere por documento, vídeo e amostra. O ponto é não pagar produção para alguém que não produz.
Amostra e especificação
A amostra aprovada vira o padrão do pedido. Ela precisa ser da mesma linha que vai produzir, não uma peça de vitrine. A especificação escrita, com material, medidas, acabamento, embalagem e marcação, é o que permite cobrar depois.
Inspeção pré-embarque
Com a produção pronta e antes de fechar o container, uma inspeção por amostragem compara o lote com a especificação. O plano de amostragem mais usado no mercado segue um padrão de nível de qualidade aceitável, o AQL, que define quantas peças abrir e quantos defeitos são tolerados por categoria.
Fora do combinado, o embarque trava. Consertar antes de embarcar é negociação com a fábrica. Consertar depois é prejuízo com frete e imposto já pagos.
- Quantidade e sortimento por caixa.
- Função, acabamento e medidas contra a amostra.
- Embalagem, marcação e paletização para o transporte.
- Documentos do lote batendo com o pedido.
O que é nosso nessa etapa
Time na China para a busca, a auditoria, a amostra e a inspeção. É a parte que uma assessoria à distância não entrega e que decide o resto do caminho.
Perguntas que aparecem na análise
Inspeção resolve tudo?
Não. Ela pega o que dá para ver por amostragem. O resto vem de especificação boa e fábrica certa desde o começo.
Dá para inspecionar durante a produção?
Dá, e em pedido grande vale: uma inspeção no meio da produção evita descobrir problema com o lote inteiro pronto.

