As linhas
A conta começa na mercadoria e vai somando o que acontece com ela até a sua porta. Nenhuma linha é opcional. O que muda de projeto para projeto é o peso de cada uma.
- Mercadoria, no Incoterm combinado com a fábrica.
- Frete internacional e seguro de carga.
- Impostos federais na importação: Imposto de Importação, IPI, PIS e Cofins de importação.
- ICMS do estado de destino, calculado sobre a base que inclui os demais tributos.
- Taxas de porto e de sistema, capatazia, armazenagem no recinto.
- Despacho aduaneiro e, quando existe, anuência e certificação.
- Transporte interno até o endereço e o que a operação exige no destino.
Por que a simulação erra
Porque o câmbio muda, porque o peso e o volume finais diferem do orçado, porque o container ficou dois dias a mais no porto, porque a NCM foi conferida depois do embarque. Simulação é hipótese. Ela precisa vir com etiqueta de simulação e ser comparada com o realizado.
A gente entrega a simulação por escrito antes do pedido e o realizado depois da entrega, linha a linha. A diferença entre os dois é o que você precisa saber para a próxima carga.
O que move a conta
Volume: um container fechado dilui frete e taxas fixas de um jeito que a carga compartilhada não dilui. Estado de destino: o ICMS e o transporte interno mudam a última linha. Estrutura: quem figura como importador e onde altera o desenho fiscal. Esse desenho só existe no seu projeto, e sem promessa de porcentagem.
Perguntas que aparecem na análise
Existe uma regra de bolso para o custo landed?
Existe, e ela erra. Cada NCM tem alíquotas próprias e cada estado tem seu ICMS. A regra de bolso serve para descartar projeto, não para fechar pedido.
O frete é a maior linha?
Às vezes. Em produto barato e volumoso, sim. Em produto caro e compacto, os tributos pesam mais. A análise mostra a sua.

